Compreendendo as realidades espirituais

A Bíblia diz que o mundo e a sociedade jazem sob influência do maligno (I Jo 5.19), mas em contrapartida, a Igreja de Jesus recebeu a conquista da Cruz, que lhe outorga poder para anunciar a vitória da Cruz que destrói as obras do Diabo e desamarra as vidas que estão presas.

Se quisermos ser participantes da Guerra Espiritual, e ela existe, vamos entender o mundo espiritual: 

 Os anjos de Deus: 

  1. O que os anjos fazem?
    1. Eles estão atuando ativamente a serviço dos crentes (Hb 1.14; Sl 91.11-12; Gn 19.15; At 8.26; 10.1-8; 12.1-11; 27.22-24); 
  1. Tipos de anjos
    1. Anjos Guerreiros (Dn 10.12-13; Ap 12.7-8);
    2. Anjos Mensageiros – Um deles mencionado pelo homem é Gabriel (Lc 1.26-38; 2.8-12). Foi incumbido de missões extraordinárias para revelar mistérios que se encontravam acima da compreensão humana.
    3. Anjos que adoram a Deus (Lc 2.13-15; Ap 5.11-14);
    4. Anjos designados por Deus para tarefas específicas:                                                               i.      Mensageiros do juízo (Gn 19.1; 12.15; Ap 8.2);                                                             ii.      Com poder sobre o fogo (Ap 14.18);
       iii.      Com poder sobre as águas (Ap 16.15).

 Observação: A Bíblia nos adverte para não prestarmos adoração aos anjos (Gl 1.8; Cl 2.18; Ap 19.10; 22.8-9; Rm 1.25; Sl 148.2,5; Cl 1.16; Ne 9.6) 

  1. Categorias de anjos:  Os anjos estão hierarquicamente ordenados. Esta graduação está de acordo com as atividades que exercem. 
  1. Arcanjos: do grego – archangelos – principal entre os anjos. Na Bíblia aparece a menção de apenas um arcanjo, Miguel. Este arcanjo é mencionado em Daniel 12.1, Judas 9; Apocalipse 12.7-12. Em I Tessalonicenses 4.16 vemos uma alusão de Arcanjo vindo com Jesus. 
  1. Querubins: do hebraico – querub – guardar, cobrir. Com esta função essa classe de anjos aparece em vários textos:
     i.      Guardaram a Santidade de Deus e o caminho da árvore da vida no jardim do Éden (Gn 3.24);

    ii.      Foram usados na decoração do Tabernáculo (Ex 26.1; 36.8; I Rs 6.23-29);

    iii.      Podemos consideram então que os querubins são anjos que defendem o Caráter Santo de Deus.
     
  1. Serafins: do hebraico – saraph – ardente. Mencionados em Isaías 6.1-3 aparecem ao redor do Trono de Deus a postos para cumprirem suas ordens. Tinham seis asas:
    i.      As que cobriam o rosto indicam uma atitude de reverencia diante do Senhor;

    ii.      As que cobriam os pés indicam santidade do andar diante de Deus;
                                                               

    iii.      As que serviam para voar indicam a grande capacidade de movimento e locomoção dos anjos.
     
  1. Anjos: nos escritos Paulinos aparecem várias expressões que indicam ordens de anjos que exercem governo ou domínio sobre outros:                                                               i.      Principados: esta palavra é usado por Paulo sete vezes, indicando uma ordem de anjos bons e maus, envolvidos no governo do universo (Rm 8.38; Ef 1.21; Ef 3.10; Ef 6.12; Cl 1.16; Cl 2.10,15). Podem ser considerados como generais de exércitos angelicais. São anjos que tem poderes de príncipes.

     ii.      Potestades: São anjos que possuem autoridade para governar. Efésios 3.10 pode dar a entender que potestades são anjos que aprendem algo da vontade de Deus ao contemplarem o que Ele está realizando no seio da Igreja.

     iii.      Poderes: esta palavra ressalta o fato de que anjos e demônios têm maior poder que os homens (Ef 1.21; I Pe 3.22; II Pe 2.11).

    iv.      Tronos: esta designação enfatiza a dignidade e autoridade com a qual Deus investiu os anjos que Ele usa para governar (Cl 1.16);

    v.      Domínios:deve ser uma classe de anjos que executam as ordens de Deus com relação às coisas criadas (Cl 1.16; Ef 1.21)
    1. Observe:
       I.      Que em Colossenses 1.16 Principados e Potestades e Tronos parecem referir-se a anjos bons.                                                                                                      II.      Em Efésios 1.21, entretanto, parece ser a anjos bons e maus.                                                                                                    III.      Já em Romanos 8.38, Efésios 6.12 e Colossenses 2.15 parece que a referência é apenas a anjos maus.

 Embora haja uma aparente semelhança entre estas dominações, temos de presumir que estes títulos representam uma dignidade incompreensível e os diversos graus de categoria. As esferas celestiais de governo excedem os impérios humanos como o universo excede a terra.

 É bom advertir que a classificação dos anjos que é apresentada nesta parte, não pode ser definitiva. Há uma grande variação nas ordens apresentadas por teólogos.

 REINO DAS TREVAS
Na Bíblia não existe uma afirmação direta no sentido de que os anjos adoradores tenha tido um líder. Mas, encontramos nela algumas indicações dando conta de que houve esse Arcanjo (lembra-se da definição de arcanjo: o principal entre os anjos) e que era anjo de luz (Lúcifer) andava na presença de Deus (Ez 28.12-14). A Bíblia ainda o denomina “Príncipe”, dando-lhe a mesma graduação que Miguel e Gabriel (Ef 2.2).

¹[1]Lúcifer foi expulso do céu por causa de suas próprias atitudes (Is14.13-14). Ele estava dizendo, em outras palavras, que seria outro deus, assim como o verdadeiro Deus. E até hoje não desistiu disso.

Satanás tem convencido muita gente que ele se acha em pé de igualdade com Deus. Essa idéia de que Deus e satanás são iguais e se acham em campos opostos é de origem pagã (Yin Yang ) 

Hierarquia satânica:a Bíblia fala de três grupos:

  1. Principados:São chamados também de “Espíritos Territoriais”

    i.      Os principados não são nem maiores, nem mais fortes, nem mais malignos que os outros espíritos que compõem o reino das trevas.

    ii.      Os principados são os que possuem uma ampla área de influência no reino satânico.
     
  2.  Potestades:do grego – exausias. Tem a ver com os tipos de males que existem no mundo. São demônios designados para a intensificação de certos males.                                                                           i.      Definição: poder dado a alguém, liberdade dada a alguém para influencia.                                                                         ii.      A autoridade que tem lhe é dada pelo homem que vive em oposição aos princípios de Deus.
    iii.      Esses demônios têm incumbência de agir de acordo com o tipo de mal praticado. Não é que o demônio tenha um estoque de pecados. Ele não tira a lascívia, por exemplo, e a joga no homem. Mas, de acordo com a concentração de pessoas inclinadas aquele pecado é que se estabelece ali uma potestade relacionada. Por isso uma cidade é conhecida, por exemplo, como Capital do Ocultismo.
     
  3.  Dominadores: do grego – kosmokrátoras. Tal designação do inimigo enfatiza sua intenção de controlar (II Co 4.4)

DOIS GRUPOS DISTINTOS

  1. Os anjos que estão em liberdade.
    1. Efésios 6:12 : “Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue,mas sim contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.”                                                               i.      Submissos a Satanás (Mt 12:24);
      ii.      Atormentam os homens (Mc 5.1-4);
      iii.      Procuram separar o cristão de Cristo (Rm 8.38-39);                                                            iv.      Grande Quantidade (Mc 5.9);
      v.      Várias categorias (Mt 7.21; Ef 6.12);

      Principados - Potestades - Hostes- De todos os tipos:                                                             i.      Rastejam no chão (Mc 9.20);
      ii.      Mudos e surdos (Mc 9.25);
      iii.      Como porcos (Mt 8.32);
      iv.      Bandos (Lc 11.26)
       
  2.  Os anjos que são mantidos aprisionados.
    II Pe 2.4 “Porque, se Deus não perdoou aos anjos que pecaram,mas, havendo-os lançado no inferno, os entregou às cadeias da escuridão, ficando reservados para o juízo.”

    Judas 6
    “E aos anjos que não guardaram o seu principado, mas deixaram sua própria habitação, reservou na escuridão e em prisões eternas até ao juízo daquele grande dia;”

 Parece que todos concordam que Pedro e Judas se referem aos mesmos anjos. Pedro simplesmente diz que eles pecaram e que Deus os precipitou no Tártaro, entregando-os a abismos de trevas e reservando-os para juízo.
Judas apresenta seu pecado como sendo o de haver abandonado seu próprio principado. Assume-se que Deus tenha nomeado um ou mais anjos para cada uma das nações (Dn 10.13-20).
Deixar seu principado poderia significar infidelidade, também poderia significar que eles tentaram obter outro principado mais cobiçado.

  1. Tártaro é um lugar sombrio abaixo do inferno.
  2. Estão presos em cadeias (II Pedro 2.4)
  3. Grande quantidade (Apocalipse 9.15)
  4. São violentos (Apocalipse 9.15)

 OS MINISTÉRIOS DOS ANJOS

  1. Com Cristo:
    1. Predisseram o seu nascimento (Lc 1.26-33);
    2. Anunciaram seu nascimento (Lc 2.13);
    3. Protegeram a criança (Mt 2.13);
    4. Fortaleceram a Jesus depois da tentação (Mt 4.11);
    5. Estavam preparados para defendê-lo (Mt 23.53);
    6. Confortaram-no no Getsêmani (Lc 22.43);
    7. Rolaram para longe a pedra que fecha o sepulcro do Senhor (Mt 28.2);
    8. Anunciaram a ressurreição (Mt 28.6). 
  1. Com os crentes:
    1. Os ajudam (Hb 1.14);
    2. Estão envolvidos com as respostas de orações (At 12.7);
    3. Observam os crentes e suas experiências (I Co 4.9; I Tm 5.21);
    4. Os encorajam em casos específicos (At 27.23-24);
    5. Estão interessados nos esforços evangelísticos (Lc 15.10; At 8.26);
    6. Ministram aos justos na hora da morte (Lc 16.22; Jd 9). 
  1. Com as nações:
    1. O arcanjo Miguel parece ter um relacionamento estreito com Israel (Dn 12.1);
    2. Os anjos estão envolvidos nos juízos da Tribulação (Ap 8; 9; 16).  
  1. Com os descrentes:
    1. Anunciam juízos iminentes (Gn 19.13; Ap 14.6-7);
    2. Aplicam o juízo divino (At 12.23);
    3. Agem como ceifeiros na separação no fim dos tempos (Mt 13. 39). (Bíblia Anotada) 

 CULTO AOS ANJOS
 “E sucedeu que, estando Josué perto de Jericó, levantou os seus olhos e olhou; e eis que se pôs em pé diante dele um homem que tinha na mão uma espada nua; e chegou-se Josué a ele, e disse-lhe: És tu dos nossos, ou dos nossos inimigos?” Js 5.13

Parece que no meio da Igreja Cristã tem surgido um novo modo de culto. Os tempos modernos viram uma renovação no interesse pelos anjos. Livros e mais livros têm sido escritos sobre o tema, quase febrilmente.

Mas as pessoas estão-se envolvendo com anjos sem se preocuparem com que tipo de seres está lidando.

 A grande questão é que quase tudo o que se tem escrito e ensinado sobre o tema vem da literatura esotérica. Os adeptos da Nova Era têm fomentado este assunto em grande quantidade e milhares de pessoas estão tentando “descobrir” e “conhecer” seus “anjos”. Mas qual a origem dos ensinos sobre anjos que têm veiculado por aí? Existe, porventura, alguma fonte, além das Escrituras Sagradas, que seja segura para o conhecimento acerca dos anjos?

A Bíblia é o único Livro divinamente inspirado que nos capacita a conhecer acerca desses seres espirituais. Muitos têm caído em armadilhas satânicas, impressionando-se com “seres de luz” que são verdadeiros engodos: “E não é maravilha, porque o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz” (2Co 11.14).

É chegada a hora de expor, sob a perspectiva de Deus, esses falsos ensinos.

Culto aos anjos
“E eu, João, sou aquele que vi e ouvi estas coisas. E, havendo-as ouvido e visto, prostrei-me aos pés do anjo que me mostrava essas coisas, para adorá-lo. E disse-me: Olha, não faças tal; porque eu sou conservo teu e de teus irmãos, os profetas, e dos que guardam as palavras deste livro. Adora a Deus” (Ap 22.8,9).

 Velas acesas. Invocações a anjos e comunicação com os mesmos. Toda sorte de prática tem sido incentivada para que os homens tenham ajuda de seus anjos. Mas todas essas atitudes não correspondem às atitudes corretas com relação aos anjos. Somente há um único ser em todo o Universo que deve ser adorado.

 “Um culto oficial aos anjos é especificamente um fenômeno cristão. A hesitação inicial [de cultuar aos anjos] geralmente desapareceu nos tempos de Agostinho, quando o cristianismo parecia não estar muito longe do perigo de uma infiltração pagã ou de uma falsa interpretação pagã ou idólatra. Foi especialmente o arcanjo Miguel, o poderoso guerreiro, quem primeiro atraiu devoção...”.

 Como podemos ver, a angelolatria tem sido praticada pela Igreja Católica há muitos séculos, mas atualmente esse falso culto tem-se espalhado e não está restrito apenas ao catolicismo. Há todo um culto popular, bem como algum tipo de doutrinamento, por parte da Nova Era para o envolvimento com os chamados anjos. Mas a palavra de todos os verdadeiros anjos continua sendo a mesma do anjo de Apocalipse: “Adora a Deus!”.

 Comunicação com os anjos
As Escrituras, de Gênesis a Apocalipse, estão repletas de relatos de anjos comunicando-se com homens. Mas não há sequer um relato de homens comunicando-se com anjos (Js 5.13; Lc 1.11). Todas as vezes que os homens foram visitados por anjos e receberam instruções destes, foi involuntário. Os servos e as servas de Deus que receberam a visita de anjos as receberam não porque pediram, mas porque Deus assim o ordenou (At 27.23,24).

Querer agir fora desse padrão é extremamente perigoso. É realizar uma ação não endossada pelas Escrituras, portanto, a pessoa que age dessa maneira fica aberta à ação de espíritos malignos.

É necessário provar os espíritos. Se assim tivesse feito Joseph Smith e tantos outros que basearam suas doutrinas na revelação de anjos, o mal e o engano não teriam sido semeados com tanta facilidade. “Amados, não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus” (1Jo 4.1).

 Angeocentrismo = anjos no centro

Nos últimos tempos, a música evangélica tem estado excessivamente permeada pelo tema “anjos”. Inclusive uma das músicas evangélicas de maior sucesso, plagiada pelo padre Marcelo, exalta de forma nada ortodoxa a ação dos anjos. Entre outras coisas, a música diz que “quando os anjos passeiam a Igreja se alegra, ela pula, ela grita, ela chora e congrega, enfrenta o inferno e expulsa o mal”. De uma forma discreta, o foco do culto é retirado do Senhor Jesus Cristo (que, aliás, nem é citado) e direcionado aos anjos. Ao invés da ação fortalecedora do Espírito Santo dentro da Igreja, é a classe angélica responsável por uma ação eficaz. Em muitos cultos, os cristãos são exortados a esperar a cura do anjo, a sentir o anjo, a receber a bênção da mão do anjo. Isso são efeitos de um louvor não centralizado em Deus.

 Ser teocêntrico (Deus no centro) e cristocêntrico (Cristo no centro de tudo), tanto na fé quanto na prática cristã, é vital para a sobrevivência e até para o avanço do verdadeiro cristianismo. “Porque nada me propus saber entre vós, senão a Jesus Cristo, e este crucificado” (1Co 2.2). O contrário gerou e continua gerando inúmeras seitas e segmentos pseudocristãos. Um desses grupos fala em “brincar de roda com anjos, arcanjos e querubins”, numa referência também nada ortodoxa ao relacionamento dos cristãos com os anjos na eternidade.

Não devemos apagar, esquecer e ocultar o ministério angélico. Mas colocá-lo no centro de nossa adoração é correr sérios riscos.

Crentes mandando em anjos
Por fim, resta ainda esclarecer um ponto bastante sutil que tem influenciado certos comportamentos com relação aos anjos e não possui respaldo bíblico.

Os anjos sempre agiram quando os homens clamaram ao Senhor. Deus é chamado de “o Senhor dos Exércitos”. Quando um crente tenta comandar anjos, dando-lhes ordens, ele está querendo tomar o lugar do único Senhor dos Exércitos. O próprio Jesus, como estivesse na condição de homem não glorificado, iria rogar ao Pai para que este enviasse anjos (Mt 26.53). Em nenhum lugar das Escrituras, seja no Antigo ou no Novo Testamento, os homens são exortados a pedir ajuda aos anjos, mas, sim, ao Senhor, mesmo que isto resulte em intervenção angélica. Os anjos só executam as ordens de Deus (Sl 103.19-21). 

Confiar que basta ser um anjo para ser bom

Muitos que não conhecem a Palavra de Deus não sabem que anjo não é sinônimo de “espírito bom”. A palavra anjo designa uma classe de seres espirituais criados por Deus. Todavia, parte desse grupo foi banida do céu e passou a seguir a Satanás (Ap 12.7), logo, trata-se de anjos malignos que, embora possam passar por anjos de luz (2Co 11.14), só têm por objetivo prejudicar os homens (2Co 12.7).

Portanto, o grande incentivo que as pessoas têm recebido nestes dias atuais para se relacionarem com anjos está lançando muitos que não têm discernimento a um envolvimento com “anjos malignos”.

A Igreja do Senhor Jesus Cristo não deve se deixar envolver pelos modismos dos que estão de fora, mas deve instruí-los sobre o verdadeiro ensino bíblico a respeito dos anjos. Estejamos sempre alertas!

 Bibliografia:

 



[1] Lúcifer: citação em Isaías 14.12: “quomodo cecidisti de caelo lucifer qui mane oriebaris corruisti in terram qui vulnerabas gentes”, que traduzido é: “Como caíste do céu, ó Lúcifer, caído no chão, que subiu na manhã a ferir as nações?” da Vulgata Latina

quinta 03 maio 2012 22:28 , em Curisiodades


O Espírito de Serventia é alcançado, não ensinado

O Espírito de serventia faz a diferença entre obrigação e desejo. Entre fazer o que você tem que fazer e o que você quer fazer. A serventia se torna um prazer quando você se torna tão íntimo do Senhor que o desejo dele se torna o seu desejo. Somente então fazer a vontade de Deus deixará de ser uma obrigação. O fardo pode ser pesado, Às vezes, mas, Ele sempre será mais leve quando você o carregar com desejo e prazer.

Se eu fosse fazer compras carregando o seu filho no colo, tenho que admitir que eu provavelmente ficaria cansado. Por outro lado, se eu estivesse carregando o meu filho nesse passeio, garanto a você que minhas forças alcançariam novos limites. Não é necessariamente porque uma criança é mais leve que a outra. A diferença está no fato de que carregar o meu filho não é simplesmente uma obrigação para mim, é o desejo do meu coração porque ele é o meu bebê. 

É fácil esquecermos que Jesus Cristo nos pediu que fizéssemos mais do que carregarmos nossas cruzes. Ele também disse: “Se alguém o forçar a caminhar com ela uma milha, vá com ele duas”. Não é algo pequeno permanecer debaixo do jugo da serventia com Jesus, mas poder ser quase insuportável se você encarar isso como simplesmente sua obrigação.

Sim, você pode conseguir fazer o que tem que fazer, mas eu posso garantir que nunca se tornará tudo aquilo que pode ser até que se mova além da mera obrigação e dentro da arena do desejo.

O zelo e a paixão pela humilde serventia são melhores alcançados do que ensinados. Você não pode ensinar ou exemplificar humildade se ela não estiver no seu coração, é algo do coração.

Você reparou como é fácil reconhecer os pretendentes numa multidão? A pretensão física de agir humildemente se mostra como a fachada de um doce de sacarina. Ele é artificial na essência, e adoçantes artificiais são conhecidos por deixar um gosto amargo. Francamente, o mundo e a Igreja estão cansados do gosto amargo deixado pelas pessoas que agem de uma maneira que elas não são. É hora de a Igreja parar de pretender e começar a se tornar. Uma das chaves mais importante para o sucesso no Reino de Deus é o zelo. Isso significa propósito no fogo. Freqüentemente ele está notavelmente ausente da Igreja. O zelo só pode nascer da paixão, e a paixão também é mais bem alcançada do que ensinada.

 

Autor Desconhecido

quinta 09 fevereiro 2012 16:35 , em Ministrações


Jeremias

JEREMIAS

 Sua história é contada no livro que tem o seu nome. Também mencionado em Esdras 1.1; Daniel 9.2; Mateus 2.17; 16.14; 27.9

A perseverança não é uma qualidade comum. Muitas pessoas carecem de comprometimento, cuidado e disposição duradouros, qualidade vitais para que mantenham firmes em uma tarefa, a despeito de todas as probabilidades contrárias. Mas Jeremias foi um profeta que perseverou.O chamado de Deus a Jeremias revela como Ele nos conhece intimamente. O Senhor teve apreço por nós antes que qualquer pessoa soubesse que existiríamos. Cuidou de nós enquanto estávamos no útero de nossa mãe. Planejou nossa vida enquanto nosso corpoo ainda estava sendo formado. Ele tem mais consideração por nós do que nós mesmos.Jeremias teve que depender do amor de Deus enquanto perseverava. Seu público era normalmente contrário ou apático Às suas mensagens. Ele foi ignorado; e sua vida freqüentemente foi ameaçada. O profeta sentiu tanto alegria pelo despertamento espiritual de Judá, quanto tristeza pela idolatria da nação. Com exceção do rei Josias, Jeremias assistiu rei após rei ignorar suas advertências e conduzir o povo para longe de Deus. Ele viu seus companheiros profetas serem assassinados. Ele próprio foi severamente perseguido. Finalmente, assistiu a derrota de Judá nas mãos dos caldeus.Jeremias respondeu a tudo isso com uma mensagem divina e lágrimas humanas. Ele foi o primeiro a sentir o amor do Deus por seu povo, e a rejeição deste amor por parte dos judeus. Porém, mesmo quando se sentiu magoado e pensou em desistir, Jeremias manteve a convicção de que tinha de avançar. Deus o chamou para perseverar. O profeta expressou sentimentos intensos, mas foi capaz de enxergar além e contemplar Deus que logo executaria a justiça, e posteriormente mostraria a sua misericórdia.Pode ser fácil para nós nos identificarmos com as frustrações e com o desanimo de Jeremias, mas precisamos perceber que a vida deste profeta é também um encorajamento à fidelidade.

 PONTOS FORTES E ÊXITOS:
• Escreveu dois livros do Antigo Testamento: Jeremias e Lamentações.

• Ministrou durante o reinado dos últimos cinco reis de Judá.
• Foi um incentivador da grande reforma espiritual que ocorreu no reinado de Josias.
• Agiu como um fiel mensageiro de Deus, apesar de ter sofrido muitos atentados contra a sua vida.
• Ficou tão profundamente entristecido com a condição decaída de Judá, que ganhou o título de “profeta chorão”.

LIÇÕES DE VIDA:
• A opinião da maioria não é necessariamente a expressão da vontade de Deus.

• Embora o castigo pelo pecado seja severo, há esperança na misericórdia de Deus.
• Deus não aceitará uma adoração vazia ou que não seja sincera.
• Servir a Deus não garante segurança terrena.

INFORMAÇÕES ESSENCIAIS:
• Local: Anatote

• Ocupação: Profeta
• Contemporâneo: Josias, Jeoacaz, Jeoaquim, Joaquim, Zedequias e Baruque.

VERSÍCULO CHAVE: “Então disse eu: Ah! Senhor Jeová! Eis que não sei falar; porque sou como uma criança. Mas o Senhor me disse: Não digas: Eu sou uma criança; porque aonde quer que eu te enviar, irás; e tudo quanto te mandar dirás. Não temas diante deles, porque eu sou contigo para te livrar, diz o Senhor.” (Jeremias 1.6-8)

 Fonte: Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal CPAD

quinta 09 fevereiro 2012 16:31 , em Perfil dos personagens bíblicos


CONVITE

Graça e Paz Irmãos!!!

 

Através deste venho convidar cada um de vocês para participarem do Impacto Evangelístico Pedro Leopoldo nos dias 17 a 21 de fevereiro de 2012.

Sairemos da Igreja Batista no dia 17 às 20 horas e faremos um trabalho evangelístico na cidade de Pedro Leopoldo. Na segunda-feira, dia 20, vamos inaugurar a primeira missão da PIBED!

Durante esses dias marcharemos nas ruas dessa cidade, faremos evangelismo, visitas, relacionamentos e o principal: cumpriremos o INDO (IDE) de JESUS!

 

O Reino de Deus só pode ser expandido quando o Corpo de Cristo decide avançar! É responsabilidade nossa! Você que tem ou não o chamado para Evangelismo está convidado, e mais CONVOCADO para se alistar nessa missão, onde o REINO DE DEUS será ministrado e implantado nessa cidade!

 

Para se inscrever nos cultos na PIBED no stand da Rede de Jovens! Os horários dos cultos são:

Terça da Vitória, às terças-feiras 20 horas;

Tenda de Oração, aos domingos às 08 horas;

1º Culto de Celebração, domingo às 17 horas;

2º Culto de Celebração, domingo às 19 horas.

 

Caso queira, poderá responder este e-mail e solicitar a ficha de inscrição e enviar preenchida!

 

 

Aproveitando o contato, o Treinamento de Evangelismo para o Impacto acontecerá nos dias 28 e 29 de janeiro, de 19h às 21:30h e 08h às 11h respectivamente.

O Treinamento é aberto a todos que quiserem e teremos a presença da querida Pastora Marli Elizabet, líder do ministério de Evangelismo e Servos e Carlos Prates, professor de Evangelismo e Missiologia Básica, ambos do Seminário Cristo Para as Nações!

Serão dias que seremos ministrados pelo Senhor através desses servos de Deus!!!

 

 

Não percam!!! Aguardamos o seu contato!

 REDE DE JOVENS PIBED – IMPACTO JOVEM

2012 – GERAÇÃO QUE SERVE NO TEMOR DO SENHOR!

quarta 18 janeiro 2012 17:37 , em NOTAS


O que é temor de Deus?

O temor a Deus é respeitar e reverenciar a Deus, reconhecendo a sua grandeza e santidade (Provérbios 14.2 “O que anda na retidão teme ao SENHOR, mas o que se desvia de seus caminhos o despreza.”).

"Temor de Deus’ não é medo que faz fugir de Deus ( I João 4.18 “No amor não há temor, antes o perfeito amor lança fora o temor; porque o temor tem consigo a pena, e o que teme não é perfeito em amor.”); é, antes:

Respeito (Hebreus 12.28 “Por isso, tendo recebido um reino que não pode ser abalado, retenhamos a graça, pela qual sirvamos a Deus agradavelmente, com reverência e piedade”);

Amor (Mateus 22.37 “E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento.”);

Obediência (Eclesiastes 12.13 “De tudo o que se tem ouvido, o fim é: Teme a Deus, e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo o homem.”; Atos 10.35 “Mas que lhe é agradável aquele que, em qualquer nação, o teme e faz o que é justo.”; II Coríntios 7.1 “RA, amados, pois que temos tais promessas, purifiquemo-nos de toda a imundícia da carne e do espírito, aperfeiçoando a santificação no temor de Deus.”) e;

Adoração a Ele (Deuteronômio 6.13-15 “O SENHOR teu Deus temerás e a ele servirás, e pelo seu nome jurarás. Não seguireis outros deuses, os deuses dos povos que houver ao redor de vós; porque o SENHOR teu Deus é um Deus zeloso no meio de ti, para que a ira do SENHOR teu Deus se não acenda contra ti e te destrua de sobre a face da terra.”)


Portanto, ao pensarmos que o temor a Deus será um sentimento de medo, até de nos relacionarmos com Ele ou ao contrário de fugir, devemos pensar que é algo maravilhoso.A Bíblia diz que o temor a Deus é o princípio da sabedoria e anda juntamente com a prudência, conforme Provérbios 9.10 “O temor do SENHOR é o princípio da sabedoria, e o conhecimento do Santo a prudência." 

Neste ano de 2012 que a nossa proposta seja justamente resgatar isso em nós: o temor a Deus. É fato que a volta do Nosso Senhor Jesus Cristo está próximo, isso é eminente, e precisamos mais do que urgentemente nos arrumar, porque antes de sua aparição e da Revelação total do Seu poder é claro em Amós 7.7-8 (“Mostrou-me também assim: e eis que o Senhor estava sobre um muro, levantado a prumo; e tinha um prumo na sua mão.E o SENHOR me disse: Que vês tu, Amós? E eu disse: Um prumo. Então disse o Senhor: Eis que eu porei o prumo no meio do meu povo Israel; nunca mais passarei por ele.”) que Ele enviará o Seu Prumo para colocar no meio do Seu Povo. Como estamos?

Zacarias fala no capítulo 4.8-9 fala de uma visão tida por Ele em que Zorobabel1 estava fundando a casa para prova que o Senhor os tinham enviado. Ele falava do templo reconstruído após o retorno do exílio? Quem é esse templo que está sendo trabalhado hoje segundo a carta aos Coríntios 3.17? Nós! Nós somos este templo! E o versículo 9 de Zacarias fala uma coisa bem interessante em que podemos ligar ao texto de Coríntios: “Porque, quem despreza o dia das coisas pequenas? Pois esses sete se alegrarão, vendo o prumo na mão de Zorobabel; esses são os sete olhos do SENHOR, que percorrem por toda a terra.”. Zorobabel1[F1] passa com um prumo para confirmar o fim daquela obra e diz: “São os sete olhos do Senhor, que discorrem por toda a terra.”. O Senhor passa-nos por revista assim como o templo de Jerusalém passou. Precisamos urgentemente do temor de Deus na nossa vida. Quem sabe a Sua hora? Quando Ele poderá voltar? O temor de Deus é uma atitude, uma prática adquirida pelo conhecimento da Sua Palavra.

O Temor de Deus também é descrito em Isaias 11.1-2. Nesse texto vemos que é o Espírito de Deus, e procede de outras características, veja: “E repousará sobre ele o Espírito do SENHOR, o espírito de sabedoria e de entendimento, o espírito de conselho e de fortaleza, o espírito de conhecimento e de temor do SENHOR.”.
Esse Espírito estava no ministério de Jesus e Ele nos disse que o Espírito do Senhor estaria sobre os que cressem. São sete espíritos que revelam a completude, plenitude. A conseqüência de quem tem o Espírito do Senhor é sabedoria, entendimento, conselho, fortaleza (poder), conhecimento e TEMOR. O conhecimento de quem Deus é nos leva a temê-lo e isso gera Sabedoria que conseqüentemente nos leva ao entendimento e poderemos dEle receber e dar também o conselho, que trará poder (fortaleza) a nós como Igreja. É urgente e se faz necessária a sua presença.


Havia temor na Igreja Primitiva. Em Atos dos Apóstolos (Atos do Espírito Santo) há várias referências sobre o que o temor. Começamos em Atos 2.43, bem no início da Igreja, a Palavra declara que “em toda alma havia temor, e muitas maravilhas e sinais se faziam pelos apóstolos”. O temor a Deus de forma pura atrai o poder d’Ele manifesto.

Logo em seguida no capítulo 5 faz menção novamente ao temor de Deus, quando Ananias e Safira expiraram por seu pecado. O temor dos mesmos poderia até ter existido um tempo, mas com os cuidados do mundo foi-se perdendo a ponto de achar que sua sabedoria era maior que a onipresença do Espírito Santo. E a Palavra em 5.11 declara: “E houve um grande temor em toda a igreja, e em todos os que ouviram estas coisas.”. O respeito por quem Deus era foi novamente estabelecido pela manifestação do seu poder: agora não mais só para a Igreja, mas, para todos os que ouviram estas coisas.

A conversão de Paulo, também revela-nos uma vitória devido ao temor da Igreja; Atos 9.31 declara: “Assim, pois, as igrejas em toda a Judéia, e Galiléia e Samaria tinham paz, e eram edificadas; e se multiplicavam, andando no temor do Senhor e consolação do Espírito Santo.”. Pelo temor que tinham, receberam paz, edificação, multiplicação e consolação.

E novamente em Atos 19.13 a 17, vemos a história dos filhos de Ceva tentando expulsar demônios por nome de outros, não havia temor, mas simpatia e interesse em adquirir poderes. O temor do Senhor real na nossa vida não é interesseiro, mas doador. Ao ver que os próprios demônios reconheciam o poder do nome de Jesus, os habitantes de Éfeso tiveram temor e o nome do Senhor Jesus era engrandecido.


Depois disso a Bíblia fará menção 42 vezes da palavra temor nesse contexto, por isso, certamente esse assunto não pode ser ignorado.O temor a Deus e que vem do Espírito é que faz operar a salvação por que Ele parte integrante numa vida de santificação para o Dia de Cristo.

Se temer a Deus para você tem sido um ato de medo ou querer fugir de Sua presença, comece colocar sua vida no prumo chamada Palavra. Porque, nós, os crentes, fomos chamados para a vida, portanto devemos reverência ao nosso Deus e não medo.

 NO TEMOR DO SENHOR A SANTIDADE É APERFEIÇOADA
“Amados, visto que temos essas promessas, purifiquemo-nos de tudo o que contamina o corpo e o espírito, aperfeiçoando a santidade no temor de Deus.” (II Co 7.1). Paulo afirma com toda clareza que não podemos reivindicar as promessas maravilhosas e graciosas de Deus alistadas em 6.16 a 18, sem uma vida de separação e santidade. Este fato explica por que alguns perderam sua alegria cristã (Jo. 15.11), sua proteção divina Jo. 17.12,14,15), resposta às orações (Jo. 15.7,16) e o senso da presença paternal de Deus (Jo.14.21,23). Uma vida de parceria com o mundo significa perder a presença e as promessas de Deus.


 [F1] (Zorobabel foi o líder que trouxe o povo do cativeiro (O que Jesus fez ao morrer por nós?) que restabeleceu o culto, reconstruindo o templo (E o que o nosso Senhor fez através da Sua morte?))

domingo 25 dezembro 2011 20:36 , em Ministrações


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